PREVIO A ÉVORA

Resumen

En vísperas de cumplir con su esperada cita en la Arena de Évora, Pablo Hermoso de Mendoza es entrevistado por Miguel Alvarenga para el sitio Farpas Blogue.

Autor  |  Medio

Miguel Alvarenga  |  Farpas Blogue

Fecha

Junio de 2017

País

Portugal

É sempre um peso tourear ao lado de Moura, o meu mestre.

Depois de uma lesão o ter impedido de actuar no Campo Pequeno no passado mês de Maio, Pablo Hermoso de Mendoza faz na sexta-feira em Évora, na tradicional corrida de S. Pedro, a sua apresentação na temporada portuguesa. A escassos dias do regresso ao nosso país, o rejoneador navarro falou ao "Farpas" das expectativas para a essa grande corrida, do peso de competir com o seu mestre, João Moura, e do entusiasmo de alternar com João Telles, um jovem que tem feito, considera, "grandes progressos nos últimos anos". Admira a arte dos Forcados e acredita que os toiros de Passanha sairão "como todos desejamos" e a proporcionar um grande espectáculo ao público.

- Depois de uma lesão que impediu a apresentação em Lisboa no passado mês de Maio, regressa a Portugal nesta temporada actuando na próxima sexta-feira, dia 30, em Évora. Que expectativas, Pablo?

- Senti muito não poder estar em Lisboa, sobretudo numa data tão importante como a segunda corrida da temporada do 125º aniversário da praça. É sempre um gosto actuar nessa catedral e ainda mais numa data como essa. De qualquer forma, já estou totalmente recuperado e iniciarei a minha temporada em Portugal na próxima sexta-feira em Évora, uma praça onde no ano passado me encontrei muito a gosto e onde senti o calor de um público entendido e aficionado, com o qual levava mais de quinze anos sem me juntar.

- A competição com o Maestro João Moura e o jovem João Ribeiro Telles representa um desafio?

- Tourear com Moura é para mim sempre um prazer, desfruto da sua tauromaquia em cada momento da lide e a mim, todavia, continua a pesar imenso tourear com o que considero o meu mestre. O jovem Telles está a mostrar uma grande progressão nestes últimos anos e vê-se que só lhe falta sorte em que o ponham em cartéis importantes porque estou certo que as as oportunidades que lhe dêm, ele saberá aproveitá-las.

- Na corrida desta sexta em Évora, despede-se António Alfacinha, cabo dos Forcados de Évora. Como vê os forcados, Pablo, dignos representantes de uma arte tão portuguesa?

- Com admiração pelo valor que têm e sobretudo com admiração pela força que têm em continuar com as tradições, que em muitos casos são familiares. É admirável que um labor de tanto risco seja executado praticamente por aficion e além do mais conseguiram que a sua arte e a sua actividade sejam uma referência incontornável da cultura portuguesa.

- Que espera dos toiros da ganadaria Passanha?

- Espero que se movam e que dêm bom jogo para que o público se possa divertir e desfrutar. É uma ganadaria com a que tenho triunfado e desfrutado em várias ocasiões e espero que em Évora saia o melhor dela.

- Em Portugal começam a ouvir-se protestos aos toiros de encaste Murube pela falta de emoção que transmitem…

- Se os toiros sairem como todos desejamos, ninguém protestará, estou seguro!

- O que podemos esperar de Pablo Hermoso de Mendoza na próxima sexta-feira em Évora?

- Pode-se esperar por um toureiro a cavalo que vai tratar de dar tudo por tudo, como sempre que actua em Portugal. Tratarei de executar o toureio de que se gosta neste país, onde prima o momento da sorte e da reunião. Espero poder fazê-lo para que o público desfrute com o meu toureio.

- Quantas mais corridas em Portugal este ano, Pablo?

- De momento, nesta primeira parte da temporada, além de Évora, estou anunciado em Lisboa numa corrida que me ilusiona muito, a 13 de Julho, "mano-a-mano" com José Maria Manzanares. Logo, espero estar na segunda parte da temporada em Lisboa novamente e estão-nos a contactar de outras três praças, mas não gosto de adiantar nomes porque isso é coisa dos empresários e hão-de fazê-lo assim que acharem conveniente.

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